quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Simbora mais eu.


Com Ana Carolina assumindo o microfone, a minha boate mental vira um mero bar com uma bêbada ao centro, eu. Garçom, não me traga mais uma, não me deite no chão... Me expulse daqui!
Pode parecer patético, mas aquela rouca me emociona. Nando Reis também emociona... E eu que pedi para ele se calar ontem, hoje Deus me prepara uma brincadeira de ficar ouvindo essa voz sem conexão de afinação e intonação, embailada por uma letra muito boa, tal como todas, envolvida pelo braço e assegurada pela mão mais masculina e sexy que já me tocaram, dividindo o mesmo fio branco. Como quem aceita um martelo para ajudar a quebrar o gelo imposto outr'ora. Aquele braço e aquela mão que me inspiram, como se tivesse intimidade, a me dirigir a Clarice, onde lhe faço a confissão de que na questão de tocar, somente ele me toca e assim continua a ser... mais de 30 dias intermináveis passados. O silêncio nos conduz. Tenho vontade de dizer "olha, se vc quiser, não precisa me acompanhar". Vontade de dizer, jamais vontade de experimentar, mas me vejo dominada pelo medo de que ele acatasse e oposto ao meu itinerário se colocasse. Então me calo e prosseguimos lado a lado como desconhecidos... Resolvi então dar a margem de 3 passos, sendo assim, ele a minha frente. Então posso apreciar aquele caminhar masculino desajeitado. Impulsionado por aquelas coxas e panturrilhas trabalhadas, movimento de gangorra nos braços que eu já admirei linhas acima... Os braços! Olho a veia saliente, aquela definição masculina... Eu deliro nos braços dele. Até esqueço que traja bermuda florida e camiseta, estilo academia, mas que não me causa impacto algum... Não costumo focalizar no que não me agrada, mas o que agrada, em geral, salta aos meus olhos. E aquela boca... Maravilha, meu Deus, aquela boca ainda procura pela minha, aquela boca ainda me morde, aquela boca ainda diz coisas que agora não me preocupo em fiscalizar veracidade. Boca, braço, panturrilha... Vai configurando -se o homem por quem não escondo ainda devotar todo o meu amor, ainda que declare -se uma guilhotina, mesmo já tendo queimado minhas mãos, ainda assim, confio plenamente.
Um beijo de despedida é quase seco, mas vem seguido de palavras encachaçadas. Embebedam meu coração, me deixam tonta. Torna então, qualquer beijo especial.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

"Tá foda"... Opa, desculpa!


O dia começa com um horóscopo virtual, desses aleatórios, mas que outro dia me surpreendeu com a triste coinscidencia no caso de uma pessoa próxima. A fim de não deixar vago, explico que dizia para ter cuidado com os efeitos do descaso com o corpo e com relacionamentos sem futuro, um dia antes, dessa mesma pessoa passar uma noite orgiosa na qual se arrependera posteriormente. Resolvi então prestar atenção ao alerta para que eu priorizasse as questões da minha consciência.
Tenho feito verdadeiros tribunais de Razão acusando Coração de estar me colocando em situação vergonhosa. Aquele lance de que eu me percebia como sendo mais emoção que razão não está mais sendo valido como justificativa às minhas atitudes. Ordena uma voz interna para que eu assuma que minhas teorias de raciocínio que eu digo ter nada passam de raciocinio roubado, seja de livros, de outrem, de demanda social. Ok, aceito. Não discuto.
E quando eu pedia para ir para um SPA me isolar do mundo numa dessas que vc delira em meio ao caos urbano e principalmente universitário, sabe? Ah, mas que bobagem... eu nem sabia o que estava por vir. E eu que pensava que nunca mais repetiria a frase do "eu era feliz e não sabia".
Ordena outra voz ainda mais firme para que eu não me faça de mocinha e que reconheça meu papel negro nessa vertigem que faz desordenar meus sentidos. Pressão baixa da própria consciência, me acudam ou eu vou desmaiar! Não grite tanto assim comigo... Alguém por favor, pode me estender uma mão?
Chamem os guardas, posto o réu ser confesso, porém fugiu. E me deixou sozinha nesse juri que só me condena... Crime contra si mesmo é crime de que tipo? Violentando-se diariamente com as mesmas mazelas...Chega, pelo amor de Deus, muda esse disco senão os dançantes vão vaiar o DJ! Já não aguento mais as mesmas xurumelas, por que eu ainda estou aqui? Por que Nando Reis não canta coisas mais estimulantes a sair do buraco? Por que eu ainda ouço Nando Reis? Cale -se Nando Reis!
Felicidade petrificada como expressão dele próprio. Endureceu faz mais de mês, seu Ojuára. Atesta meu óbito, não tenho tanto peito além do físico para chegar lá no tabelião metendo bronca, mas também desafio o diabo. Que não me leve o meu amor, e que desconte em mim qualquer indiferença... Pois de que valeria, qualquer esforço feito, qualquer lágrima seca derramada correndo pelos olhos ou correndo por dentro do coração, abrindo ferida, todas as salivas que engoli seco, se for pra tu me derrubar meu Rinoceronte? Tô querendo assumir a identidade de Ecilarod, se é que esta já não é a minha outra vida... Porque está tudo mesmo pelo avesso! Tudo em oposição ao que eu julgo certo, moral e pro que eu desejo para mim mesma.
Fecho os olhos e nunca pedi para viver o que estou vivendo. Deus, o que vc estava fazendo quando eu apaguei as velinhas e fiz pedidos? Ou quando o cílio ficou no meu dedo? Não entendeu meus pedidos?
Faz um favor, senhor barbudo, me envie uma dose de paciencia, porque toda aquela que vc me mandou na feirinha passada, já está por acabar.

sábado, 10 de novembro de 2007

Sentimentos;

Depoimento de ex namorada vale? Penso que sim e espero que concorde. Uma coisa é válida nessa história: desemboque ela onde desembocar, vejo produtividade. Desde que se olhe e diga "valeu a pena", penso ser justo todo o fardo.E que ninguém desminta as palavras populares de que Deus haveria escrito certo por linhas tortas[!] Inadmissível não pensar que existe um significado para cada cada fato experimentado. Admito porém, que nem tudo é como se quer... Admito pq vivencio. Com isso tudo, vc sabe que aqui, vc sempre terá antes de qualquer outra coisa, uma amiga. E amizade é aquele lance que Vinicius Moraes explica muito bem e que resumidamente a gente entende que só precisa existir. E por falar em existir... Obrigada por vc existir[!]Há uns 8 anos atrás, quando meu pai morreu, me disseram uma coisa que guardei: "Ame e pq ame, queira que esteja bem". (associando...) Sabiamente Caetano me reproduz em suas palavras quando cantarola "mas não tem revolta não, só quero que vc se encontre". Friendly, D.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007


Eu não quero alguém que deixe sua vida para viver comigo, eu só quero alguém que faça parte da minha e me deixe fazer parte da sua. Eu não quero alguém que siga meus passos, eu só quero alguém que caminhe ao meu lado. Eu não quero alguém que me santifique, eu só quero alguém que reconheça meus valores. Eu não quero alguém que fique vinte e quatro horas ao meu lado, eu só quero alguém que lembre de mim na maioria do tempo. Eu não quero alguém que me defenda, eu só quero alguém que me apóie. Eu não quero alguém que faça sempre tudo o que eu quero, eu só quero alguém que faça o que eu mereço.Eu não quero alguém que nunca pise na bola, eu só quero alguém que reconheça seus erros. Eu não quero alguém que me faça sempre rir, eu só quero alguém que compartilhe suas emoções comigo. Eu não quero alguém que me faça viver um conto de fadas, eu só quero alguém que deixe minha realidade mais doce...

domingo, 21 de outubro de 2007

Certezas de Mario Quintana

Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena

domingo, 7 de outubro de 2007

Eu me acostumei...

Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesmo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

OS CICLOS DA VIDA - Ana Maria Braga

É bom repensar e saber quanto e quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em parmanecer nessa etapa mais do que o tempo necessário, a gente perde a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o nome que damos, o que importa é deixar o passado e os momentos da vida que já acabaram. Foi despedido do trabalho, por exemplo? Terminou uma relação? Deixou a casa de seus pais? Partiu para viver em outro país? Amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Voce pode passar muito tempo se perguntando pq será que isso aconteceu, pode dizer para sí mesma que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas que eram tão importantes e sólidas na sua vida serem subtamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos. Seus pais, seu marido, sua esposa, seus amigos de trabalho, seus filhos, sua irmã, todos estão encerrando capítulos, virando folha, seguindo a diante e todos sofrerão ao ver que vc está parado, se perguntando pq. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem, que aconteceram conosco. O que passou não voltará! Não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante, por mais doloroso que seja destruir, destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas pros orfanatos, pros outros, vender ou doar livros que vc tem. Tudo nesse mundo visivel tem uma manifestação do mundo invisivel, do que está acontecendo aqui ó, no nosso coração. E ao desfazer -se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. As vezes é dolorido, mas deixar ir embora, soltar, desprender -se... ninguém está jogando nessa vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, que reconheçam o seu esforço, que descubram o seu genio, que entendam o seu amor, pare de ligar a sua televisão emocional e assistir sempre o mesmo programa que mostra como vc sofreu por determinada perda, isso estará apenas evenenando a sua alma, nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não tem data marcada para começar, vc fica esperando, esperando... Decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capitulo novo inclusive, é preciso terminar o antigo. Diga a si mesmo que o que passou jamais voltará. Lembre-se que houve uma época em que vc podia viver sem aquilo. Não houve? Sem aquela pessoa, sem aquele trabalho, nada é insubstituível. Um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode parecer mesmo e é difícil, mas é muito importante encerrar ciclos. Não por causa do orgulho ou por incapacidade ou por soberba, mas pq simplesmente aquilo já não encaixa mais na sua vida. Fecha a porta, mude o disco, vire a página, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era e se transforme em quem vc realmente é. Quem voce é hj? Lembre-se, tudo que chega, chega sempre por alguma razão. E o afobado come cru.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Muita coisa mudou...
Não me sinto segura para apostar na exatidão do tempo. Desta forma, sem precisar recorrer mais a pilulas ou líquidos amargos, com quase nula ajuda de profissionais, posso dizer que somente o amor modifica pessoas.
E talvez você creia fervorosamente e venha me dizer que só o amor de Jesus cura pessoas, ou talvez seja um tolo ignorante e repita a frase que Beto Jamaica musicalizou de que pau que nasce torto, nunca se endireita. Quer saber? Não tô nem aí pro seu achismo, pro seu tom sapienista.
De certo, o amor é professor PHD na tal escola da vida que todo mundo diz que foi onde mais aprendeu. E não discuto que não tenha sido mesmo. Mas como sempre perdendo o foco, retomo e digo: muita coisa mudou.
Talvez porque a menina Dora, tenha se tornado na mulher Dora. 20 anos.. Bem como eu previa. E depois de 4 anos de férias, só agora desenferrujo minha mente para aprendizagem estipulada e não seletiva, como andava fazendo. Entender que existem prioridades, regras de conduta não prescritas na Constituição Federativa, mas recorrente de tua moral, da tua harmonia com quem se quer bem, o despir de uma mentalidade rebelde e o vestir de uma perceptiva onde o outro e o pensamento do outro é importante sim é básico.
O mundo não gira no meu umbigo, nem no teu... A pessoa que já está no elevador quando eu entro não é um mero figurante da cena. Compreender as diferenças não é uma questão necessária apenas para quem quer saber conviver em sociedade, mas um desmistificar a natureza humana e aceitar, tudo parte de entender que o ser humano é uma construção, é um fruto, de uma família, de um meio, de influencias...

sem mais.
(incompleto)

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

depoimento apagado

A linha entre escrever para mim mesma e escrever para os outros é grosseiramente negrita. Mas escrever para vc é risco duplo. Traduzir o que eu sinto por vc e me conter para não dá palinha de pseudo - poéta, ao contrário, é tenue.
Além dos riscos de ser taxada como pagadora de clichês, como apenas uma mera namorada que caligrafa bonitinho e excessivamente exagerado para impressionar namorado, corro ainda o pior dos perigos: Ser desacreditada
[!]
Posto que a chama, enquanto chama, esquenta, acalenta e protege. Mas depois, quando assume forma de cinza, dizem sujar, fazer borrão e ser inconveniente. Descarta -se! Por isso, conservar a velha chama e não esperar pelo apagar como faz Vinícius de Moraes.
É por isso que eu me identifico muito mais com a estrofe que se segue... A que diz que "ao encontrar vc eu conheci, o que é a felicidade meu amor"; Não contesto! É Clichê, é exageradamente bonitinho, mas minunciosamente feito para mim. Deveria ter saido da minha boca!
im! Por isso, com tal zelo, fora eleita a música do nosso relacionamento.

Nada em minha vida mais fugaz e ao mesmo tempo brando, bonito e completo. Desses meus mais de 20 anos, não carrego comigo nenhuma outra recordação que fosse em nível qualitativo, mais FELIZ que os últimos 5 meses. É bem verdade que nem tudo foi o tempo inteiro perfeito. Não! Também é verdade que o mais apropriado seria se nunca tivesse ocorrido tantas coisas, mas uma vez que ocorreu e ainda assim, estamos aqui, juntos, unidos e com perspectivas de um futuro sólido, isso exemplifica o fato de que quando a segunda pele nasce, estamos falando fortalecimento.
Vamos estudar bastante pro TRT? Quero voltar na Tock Stock e escolher de verdade os ítens da nossa casa o quanto antes. Isso me estimula muito!

"E que o amor não seja por necessidade ou por carência, mas seja por compartilhar e compartilhar é bonito!"
Ah, nem precisei chegar ao final para poder dizer: "Valeu a pena!"
Te amo para todo o sempre,
amém! :*;


sexta-feira, 31 de agosto de 2007

idéia solta...

Aprendi, em meio as aulas da faculdade, que a percepção do outro é sempre seletiva e limitada.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Feirinha de idéias

Fui a uma feira interna, que eu mesma promovo de tempos em tempos, quando enfim consigo por em ordem as coisas aqui, dentro de mim, e adquiri alguns bens que nunca tive, sempre me faltaram ou que com o tempo foram acabando.
Troquei meus pensamentos de vingança, parte de minha impaciência e do meu mau humor por um bocado de tolerancia. O suficiente! E agora entendo porque nenhum momento de felicidade durava mais que algumas horas anteriormente. Não dá pra ser feliz sem ser tolerante... Até porque, a felicidade não depende só de vc. E para que haja integração, tem que haver também a tal da tolerancia. TOLERANCIA, TOLERANCIA... Oh, adeus Seu Saraiva, mas não leve minhas gargalhadas!
Não confie nas liquidações... Elas te fazem voltar para casa com coisas verdadeiramente inúteis. Confeço que acabei enchendo sacolas de ciúme, insegurança, desespero e acabei deixando por lá minha identidade. Alguém encontrou?
O amor mesmo eu vim carregando sozinha... Era muita coisa, mas eu aguentei. Pesado, intenso, inteiro, íntegro, amor para dar e vender, amor para sempre, imagina então, quanto de amor era! Amor a vida, amor a quem me quer bem, amor a quem eu quero bem, amor as minhas coisas, amor, amor, amor... Imagina combinar amor e dor? É como combinar oncinha e zebrinha, verde com azul fora de época de copa do mundo, vermelho com laranja, marrom com qualquer cor... pq inventaram o marrom? Enfim! Amor e dor jamais. Por isso, coloquei 5 pesos de dor exposto ao sol... ou desbota, ou decompõe ou um bebado toma e eu me isento de culpa... Coloquei lá, previnindo caso isso acontecesse no rótulo: "cuidado, ilusão!"
Trouxe um pouco de fantasia... Quero sonhar, acreditar, delirar... Insana é aquela que não delira, que só vê o que os olhos conseguem ver, que não entende, que vê de olhos fechados, que não imagina, que não deseja... Não preciso de drogas para delírio... Preciso mesmo é de paz na alma, na pele e no coração. Delirios... Ah, só de pensar eu já me imagino namorando meu marido, aos 25 anos, dividindo minha vida, meu espaço, meus delírios... Delírios! Nietzsche, vc não acredita num Deus que não saiba dançar? Eu não posso crer num Deus que não me permita delirar...
Delirios, amor e tolerancia. É a minha fórmula.

domingo, 26 de agosto de 2007

Ser feliz se assim for.


Desenvolvi uma espécie de filtro que não sei se é comum a todas as pessoas. Pelo menos para mim é corriqueiro sentir o coração e as intenções de uma pessoa sem precisar ir a fundo na sua intimidade...
Não é estória de pupila, nem de coração ou de contato... Não é poesia! É verdade, eu sinto.

E foi assim com minha melhor amiga, meu namorado e melhor amigo... Talvez todas minhas grandes amizades enfim. A grosso modo, um self service de pessoas, as que eu quero ou não consumir.
Entendo dessa forma que exista um ima dentro de mim, que me atrai somente a pessoas boas. E não que nessa vida não tenha, todavia, esbarrado em pessoas sem escrupulos ou que com o passar do tempo tenham tornado -se indiferentes... E talvez, estatísticamente falando, o número de pessoas as quais não pertencem a este grupo seja esmagado por esses acidentes que nos ocorre. Mas ainda assim, certamente, a qualidade é algo que a matemática não desenvolveu a habilidade de argumentar...
Não me recordo de nenhuma decepção. Tudo aquilo que de ruim me ocorreu, foi completamente esperado. Diria até, sem delongas a hipocrisia, que foi fruto de algo que outr'ora plantei. Pois, ainda amparada pelas delongas, nunca plantei amor que tivesse colhido ódio. Mas contudo, recordo -me de raras excessões, onde plantei coisa ruim e colhi coisa boa. Por essas recordações, meus sinceros e mais amargos arrependimentos.
Mas da minha plantação cuido eu, e por aqui, de agora em diante, só quero semente boa. Quero que dê certo, que meu amor dê frutos, que meus amigos estejam o tempo inteiro comigo e que quando não estiverem, seja como se fosse. Posto que não preciso de bengala, preciso de companhia apenas...
Espero com isso garantir que
essa peleja da vida seja mais graciosa do que já é. Que assim como Mario Quintana, possa dizer no final, que tudo valeu a pena.

;)


Indescritível, indestrutível, incondicional, imensurável, imensidão; amor só com amor se paga.
Nenhum sentimento de apurrinhação sobrevive aqui nesse caldo de carinho, admiração, respeito e felicidade que borbulha dentro do meu caldeirão, digo, coração.
{♥}³

domingo, 22 de julho de 2007

recomeço

"O rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos." - Lao-Tsé
.
.
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Foi preciso me desarmar do egoísmo, rebaixar -me na lista de "os-que-amo-mais" e entender que primordial é a verdade para que pudesse dar certo. Todos os outros sacrifícios são bobagens perto do objetivo final. Continuar com a ânsia de vômito pela velocidade descontrolada do carrinho da felicidade é o grande estímulo, mas a essência de tudo é o amor, e por ele me movo e determino -me.
Digo eu mesma "Amém", ainda que desprovida de empatia religiosa.

sábado, 14 de julho de 2007

"Aprendí...
Que não sei quase nada
Que sempre precisarei aprender
Que a vida é muito curta
E que não há tempo a perder."

eu não minto.



"Se você tivesse acreditado nas minhas brincadeiras de dizer verdades, teria ouvido muitas verdades que insisto em dizer brincando..." (Chaplin)

O Segredo

Pensar. Pedir. Acreditar. Emotivar. Ter. Se esse é o segredo dos gênios, realmente, confeço que nunca chegaria lá. Acho que ninguém é mais desmotivada e com tanta baixa estima quanto a seu poder de conquista do que eu. Pessimismo é meu sobrenome e o nome do meio é incredulidade. (Des)prazer!

A cartomante me disse:
"Tem muita coisa reservada para vc, mas nada vai se manifestar... tá tudo preso. Não tô entendendo!! Vc tem religião?"

Não.
"É isso então... Vc precisa acreditar em algo urgente. Vc está travando sua vida com tanta descrença"
Ok, vou procurar uma religião então........ 3 meses se passaram e: Nada.
Não movi um pé em direção a uma missa, centro, reunião, culto. Fico parada na janela vendo a boiada passar... Notóriamente mais passiva do que ativa, ainda bem que eu larguei o jornalismo à tempo pq nesse espírito eu não ia conseguir trabalho nem no Jornal O Povo. Não tenho saco para correr atrás de nada... Vou caminhando e LENTAMENTE. Não encontro nenhum posto de abastacimento, sinto -me quase descarregada. Não tenho vontade de fazer nem as coisas prazeirosas o que dirá as obrigações, vulgo "coisas chatas"?!
E quem diria... Aquela espoletinha figura tornou -se essa aleijada andante.

Opa! 2h da manhã agora, que cu. Vamos embora? Amanhã tenho um dia longo.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Manoel, serei tua vizinha.



Vou -me embora para Pasárgada... Diz Manoel Bandeira que lá "a existência é uma aventura". Meu lugar é lá e não aqui. Aqui, há dias em que a existir é dor. E talvez eu pense como o Manolo a respeito do remédio da tristeza e assim, quase nunca vivencio esse liquidificador de emoções. Não há luto nem martírio. Não exatamente amando, mas deixando -me ser amada. Preciso ser amada, preciso de carinho, mas não sei amar, não sei acariciar... Acho que também não sei respeitar, não acredito no para sempre feliz, não acredito nos outros, na fidelidade, na fidedignidade... Acredito no que convém. E assim condiciono-me a crer em tudo que digo não crer.
Sou fake. Sou gelatinosa. Não possou estrutura, base, protótipo. Também não tem cobertura, tampa ou finalização. Sou aquela casa da rua dos Bobos, número zero. Sem porta ou janela, sem estrutura, chão ou cobertura. Mas ainda assim, casa. Sou a mesma há 20 anos; mudo o tempo inteiro. O paradoxo não me abandona. De certo não me abandonará nunca... Porque convém. Mais uma vez. Acho que estou triste. Boa noite.

domingo, 13 de maio de 2007

primeiro mês =)


De tudo, uma coisa estou certa: Não vou hoje comemorar 1 mês de namoro.

Não mesmo!
Tenho coisas muito mais significativas e relevantes para brindar por hoje.
E tenho dito!









* Acalme-se! *
Claro, um mês sendo oficialmente sua namorada fora talvez o melhor mês dos meus últimos meses. Digo meses, mas sei que posso dizer da minha vida inteira sem medo de pecar pelo exagero. Mas repito meses porque nunca antes em toda minha vida busquei ser mais feliz do que nos últimos.
Mas a boa verdade é que 1 mês de namoro eu poderia estar fazendo com qualquer pessoa... Então eu aprendi que o tempo não tem real significado, afinal, o tempo é da ordem das coisas exatas, é número... Já o amor é da ordem das humanas, número misturado com substantivo é sinal de patologia (TOC), ou seja, não combinam, fazem mal.
...e a vida foi mais generosa comigo do que eu realmente merecia. Eu sei disso! E agradeço! Mas ao contrário do que sempre foi esperado pela minha 'personalidade-impossível-de-lídar', mesmo sem ter sofrido muito e aprendido lições, idependentemente disso, eu desejo ser feliz, eu desejo dar certo e eu não medirei esforços para isso. Vou te dar o que não dei nunca a ninguém, vou ser com vc o que eu nunca fui com ninguém e assim estarei acertando contas no meu purgatório interno pessoal. Arrumei as malas do orgulho e nada vai interferir no meu objetivo. Não pelo menos nada que eu possa modificar.
Mas não quero lhe falar do meu passado, do meu medo, das coisas que eu não quero mais para mim. Eu quero é te entupir com informação sobre o meu futuro, os meus desejos, as coisas que eu planejei para mim e que nessa viagem a sua passagem é a cadeira ao lado da minha, rumo a mudar os pronomes possessivos MEUS para NOSSOS. E aperte os cintos porque se nem parece que estamos comemorando 1 mês a tendência é fazer parecer cada vez menos.
Inclusive eu já te namorava mesmo antes de vc ter congelado involuntáriamente minha retina. Já te pertencia... Porque eu já te esperava. Mas não tinha a pretenção de que nos encontraríamos e tampouco de que ficariamos juntos. Até porque homem bonito + inteligente + cheio de afetividade para oferecer e ainda por cima querendo te namorar... Sério, aposto que Murphy está se remechendo no caixão! rs

Somente eu e vc!
Me dá a mão e vem comigo.
E ah, não poderia esquecer: Obrigada!!

domingo, 6 de maio de 2007

passions

minha vida, vó²&vô, Arthur, Barbie, amigos sol, amigos cometas; a psicologia; espelhos verdadeiros, photoshop de bolsa; andar com as mãos livres; cineminha depois da aula, dias nublados combinados com filmezinho de suspense na casa da sogrinha; comprar sem culpas, sextas feiras; sou apreciadora da arte: música nacional baixinha e todo o resto silencioso, instrumental relaxante (novidade), teatro para rir, pinturas e esculturas para me identificar, dança para observar, artesanato para decorar o quarto... Mas não me prenuncio, tenho bom senso. Não sou muito fã de poesias (admito!), mas tenho um amor incondicional por boas crônicas, ler e criar; Gosto de água de coco caminhando a noite na praia de mãos dadas e discutindo relação (cenário melhor não há), gosto de sentar e observar as estrelas (mas só faço isso em Angra... deve ser porque moro em apartamento e se pela minha janela eu olhar pro alto nada mais verei além de prédios arranha-céu)...



...be continued!

Compromisso ético:

Detalhe SUPER importante sobre este blog:

O que está em roxo fui eu quem escreveu. O que está em vermelho, é de alguém, que eu li, curti e pensei "Caramba, que bacana! Eu queria ter escrito isso!".



* Preservo assim os direitos autorais alheios, posto que gostaria de que preservassem os meus.